02/06/2017

Mulher-Maravilha - Crítica (sem spoiler)


Olá pessoal, aqui é o Gustavo, de A Cantina de Star Wars.

Finalmente estreou o tão aguardado filme da Mulher-Maravilha, vocês não fazem ideia do quanto eu esperava por esse filme, eu, como grande fã da DC Comics e leitor de HQ, estava extremamente satisfeito com o resultado do DCEU (DC Extended Universe), pra mim O Homem de Aço e Batman vs Superman foram excelentes filmes, já Esquadrão Suicida foi bem ruim mesmo, mas não tirou o brilho da franquia no cinema. Então surge Mulher-Maravilha, o filme que finalmente conseguiu agradar os fãs de HQ e o público em geral, que não está acostumado com o formato.

O filme é bem desenvolvido, ele se preocupa em contar uma boa história, desenvolve bem a história de Diana em Temiscira e seu contato com Steve Trevor, o filme conta uma história envolvente, mas achei que ele pecou em demorar pra desenvolver essa história, ele não chega a ser um filme arrastado, mas eu senti que ele demorou um pouco pra desenvolver. Em O Homem de Aço a história é longa, tanto que a principal reclamação desse filme foi a falta de cenas de ação, mas ela se desenvolve bem, é envolvente e mais enigmática, já em Mulher-Maravilha não teve essa pegada.


Outra coisa que é bem feita nesse filme é sua estética, para o filme parecer que é uma HQ, o tom da imagem, fotografia, enquadramento, flashback, isso funcionou em O Homem de Aço e Batman vs Superman e aqui funciona mais ainda, pois isso não atinge só quem tem o hábito de ler HQ, como os filmes anteriores, mas esse formato foi bem recebido pelo público geral. O filme contém bastante cena com slowmotion, para dar uma valorizada e dramaticidade na ação, e foi usado de maneira correta, muito bem feito, parece as cenas de ação de 300, que não por coincidência é do diretor Zack Snyder, esse filme tem uma bela pegada Snyder, apesar de não ter-lo na direção. O humor está bem presente nesse filme, foi o filme da DC que mais ri na minha vida, mas o humor é usado no momento certo, de forma natural e não é usado só pra atrair o público, mas pra descontrair mesmo, acho que o filme teve esse recepção maravilhosa porque o humor está bem presente.

A direção de Patty Jenkins é incrível, ela pegou um projeto complicado e fez funcionar, sabíamos que seria difícil adaptar as histórias da Mulher-Maravilha para o cinema, porque são histórias grandiosas e fantásticas, e Jenkins está de parabéns. Um filme sobre a maior representante feminina na cultura pop teria que ser comandado por uma mulher, ninguém melhor pra representar a figura feminina no cinema, as mulheres são bem desenvolvidas, independentes e fortes, esse filme é importante pra representação da mulher nesse meio sexista que são as histórias de super-heróis, filmes como Mulher-Gato e Elektra vão cair definitivamente no esquecimento. Tudo indicada que agora a Marvel vai apostar numa personagem feminina, visto que mulher de protagonista não leva o filme ao fracasso, como acreditavam e usavam como argumento pra justificar a falta de filme de personagens femininas.


O filme realmente é muito bom, ele atende as expectativas, mas ele não é perfeito e tem alguns erros que pra mim prejudicou um pouco, mas vale a pena suas 2 horas e 20 minutos. Eu não acho que ele salva a DC no cinema, primeiro porque não tem o que ser salvo! A DC tá indo no caminho certo, não tá se vendendo pra poder se igualar a Marvel, está tomando um caminho independente e é assim que tem que ser. Perdoamos a DC pelo Esquadrão Suicida e agora todas as expectativas estão voltadas para o filme Liga da Justiça, que estreia em 16 de novembro.

Mulher-Maravilha (Wonder Woman, 2017)
Direção: Patty Jenkins
Elenco: Gal Gadot, Chris Pine, Robin Wright, Danny Huston, David Thewlis, Connie Nielsen e Elena Anaya

Nota: ⭐⭐⭐⭐

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